Seminário de Acompanhamento será Adiado.

Queridos formadores estaduais,
A segunda formação do Gestar II, prevista para a semana de 21 a 25 de setembro, foi adiada por solicitação da Secretaria Estadual de Educação do Ceará. O Seminário de Acompanhamento do Gestar II, em Fortaleza-Ce, acontecerá na semana de 26 a 30 de Outubro.
Para esse encontro solicito a todos os formadores e coordenadores que atuam no Gestar II que levem parte de seu material de trabalho, portifólios, principais atividades e fotografias dos encontros realizados com os cursistas até outubro.
Um grande abraço e bom trabalho a todos!
Erla Delane

ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS

O portfólio é um arquivo no qual se pode visualizar o caminhar do profissional, ou do aluno. Nele constam atividades mais antigas, reflexões, textos que tocam o coração do autor do portfólio, fotos, textos teóricos, registros e imagens diversas.
Alguns critérios devem ser levantados para a produção e a avaliação do portfólio.
Memorial - relato de sua experiência como educador;
Memorial de leitura - reflexão sobre o seu processo de letramento e suas experiências como leitor, desde a infância;
Relatórios Reflexivos das atividades realizadas com os alunos;
Registro dos encontros, presenciais;
Textos teóricos que tenha lido, gostado e queira que façam parte de sua pasta;
Fotos de sua sala de aula;
Cópias de atividades dos alunos - não escolha apenas os alunos de destaque positivo, mostre também aqueles que tem dificuldade e que, com o seu trabalho, tem conseguido se desenvolver de alguma forma;
Sugestões de atividades que foram feitas por você e que não estão no material.
E outros descritores que o formador achar necessário.
Sugestões:
1 - Criação do BLOG, e todos esses registro deverão ter data para a publicação e verificação do formador.
2 - Na impossibilidade da criação do blog, o professor cursista poderá entregar uma pasta ao professor Formador, para que a cada oficina seja entregue relatórios, textos e fotos que serão arquivados nas pastas. Dessa forma, evita-se que o professor protele a criação do portifólio e ao final do ano desista do curso, por não ter tempo para construir material tão extenso.
SOBRE AS OFICINAS
Caro Formador,
Fique atento para as orientações das oficinas, elas são a única forma de mapear o resultado final do projeto. É preciso saber se está sendo satisfatório lá na sala de aula do seu cursista, portanto não esqueça nenhum dos passos:
1º Passo: O cursista deverá dedicar 5h para o estudo de cada Unidade. Esse estudo pode ser individual ou em grupos de estudo e pode ser coordenado e organizado por você. Antes que cada oficina ocorra, ele deverá estudar duas unidades, logo, 10h de estudo antes dos encontros com você.
2º Passo: Depois de estudar as duas unidades da TP que estiver em foco naquele momento, incluindo o Ampliando nossas referências, o cursista escolherá um AVANÇANDO NA PRÁTICA para aplicar em sua sala de aula e recolher todas as tarefas produzidas pelos alunos dele.
3º Passo: Após a aplicação da atividade, o cursista executará a LIÇÃO DE CASA , que é o registro reflexivo sobre a aplicação prática em sala de aula. Você, formador, poderá criar um roteiro com perguntas que deverão ser contempladas no relatório, além das que aparecem no passo a passo das oficinas. Esse relato não deverá vir respondido em forma de questionário e sim em formato de um texto de relatório reflexivo, no qual, além das descrições das ações, deverá vir reflexões do cursista.
4º Passo: Depois de estudar e responder todas as Atividades propostas nas unidades da TP em análise; aplicado o Avançando na Prática na sala de aula e cumprida a Lição de Casa, o cursista se encaminhará para a OFICINA COM VOCÊ, não esquecendo de levar os materiais dos alunos.
NA OFICINA: Este momento é essencial para o bom andamento do programa, por isso faça sempre uma avaliação se o professor está cumprindo com as atividades propostas, mesmo que faça uma adequação de tempo e de temas para atender melhor os seus cursistas.
1º MOMENTO: Debate sobre o estudo que foi realizado pelos cursistas, nesse momento você formador deverá ser sensível para perceber onde os cursistas estão fortes e onde ainda não foi bem sedimentada a teoria, para então desenvolver maiores debates e apresentar alguma teoria adicional, indicar algum livro para estudo, ou marcar um plantão pedagógico com aqueles que você perceber que necessitam de um acompanhamento mais próximo. Crie situações para todos participarem, a fim de que não fique todo o tempo um debate com um pequeno grupo, isso acabará dando segurança aos que não falam.
2º MOMENTO:Apresentação dos trabalhos dos alunos e socialização dos relatórios reflexivos. Crie um ambiente para a exposição dos trabalhos dos alunos, e critérios para que todos participem, mas cuidado com a formatação da escala, pois poderá cair numa cilada de cada professor aplicar apenas o avançando na prática que foi determinada a apresentação dos seus alunos, portanto organize as coisas de forma que haja uma participação bem abrangente. O crescimento do professor ocorrerá nessa hora, pois é lá que vai trocar com os pares as experiências frustradas e as bem sucedidas, deixe o professor falar e o estimule, mesmo que não tenha sido boa sua experiência, pois nesse momento várias idéias surgirão e serão essenciais para o amadurecimento profissional do grupo.
3º MOMENTO:Você, formador, deverá conduzir uma das atividades propostas na seção OFICINAS do TP em estudo. Essa atividade deverá corresponder à unidade analisada e será escolhida pelo professor cursista. Você prepara as duas atividades sugeridas e os cursistas escolhem a querem, daí você encaminha tudo.
4º MOMENTO:Faça uma avaliação do encontro.
5º MOMENTO:Abra uma breve discussão sobre a temática das próximas unidades.Há na programação 4 OFCINAS que não estão planejadas, você deverá planejá-las de acordo com a necessidade do grupo, se houver algum tema que seja necessário debater, se houver alguma dúvida quanto à execução das atividades, se houver uma palestra interessante, por aí vai.Não se esqueça de fazer toda essa explicação numa das oficinas introdutórias.
A sugestão é que as duas oficinas introdutórias sejam feitas da seguinte forma:
1ª Oficina - 4h
Abertura oficial do programa.
Apresentação dos Professores.
Momento motivacionalEntrega do Material.
Análise do Material, junto ao cursista.
2ª Oficina - 4h
Explicação da metodologia do curso,da proposta pedagógica,das adequações curriculares feitas pelos professores,de que isso é um material a mais e não substitui outros que já forem adotados na escola.
Explicar a dinâmica das oficinas.
O trabalho que cada um deverá executar.
Explicar o Projeto de 40h que será apresentado nas oficinas de avaliação.
Bom Trabalho a todos!
(fonte:discursosquesecruzam.blogspot.com)

CEARÁ TEM AS MAIORES NOTAS DO NE


A edição 2007 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), traz uma boa notícia para o Ceará: o Estado obteve as notas mais altas da região Nordeste nos ensinos fundamental e médio. A média das séries iniciais do ensino fundamental passou de 3,2 (Ideb 2005) para 3,8 (Ideb 2007). A nota do ensino médio registrou um crescimento menor: de 3,3 para 3,4. Os dois resultados eram esperados somente daqui a dois anos, no Ideb 2009.
O Ideb foi criado em 2007 pelo Ministério da Educação. Ele é um indicador de qualidade educacional que combina resultados de provas nacionais de Português e Matemática, dos ensinos fundamental e médio, com as taxas de aprovação. A meta para o Ceará é chegar ao ano de 2021, véspera da comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, com notas 5,5 no ensino fundamental e 4,8 no ensino médio. Embora tenha visto seus índices se elevarem, o Estado ainda não alcançou a nota 4,0 no indicador, resultado já obtido por estados como Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal.

A secretária estadual da Educação, Izolda Cela, afirma que o Ceará segue uma tendência, observada nacional e regionalmente, de aumento significativo nas notas das séries iniciais. Mesmo assim, ela diz que a média obtida no Ideb 2007 não deve ser comemorada. "São resultados alentadores, no sentido de que estamos caminhando. É um alento, mas não merece comemoração. Temos ainda um quadro extremamente comprometido. Quando se analisam os resultados da educação básica, observa-se que eles são muito ruins. Os níveis de proficiência (competência) são rebaixadíssimos", avalia.
DIFICULDADES
De acordo com a secretária, o problema se agrava à medida em que as séries avançam. A distância entre a média obtida pelos alunos e o nível esperado é maior nas séries finais. "As dificuldades vão se acumulando. Passar mais tempo na escola não significa que se agregue mais valor. Quando o aluno não se alfabetiza bem, ele deixa de seguir uma rota adequada. Não tenho dúvidas de que essas mudanças ocorram de forma sistêmica. Não é por acaso que uma das políticas de educação é garantir a alfabetização na idade certa", explica.
A perspectiva de ter uma nota baixa no Ideb está fazendo com que muitos gestores se mobilizem. Izolda Cela revela ter ouvido muitos depoimentos de prefeitos preocupados com a nota de seu município, além de secretários prometendo que os resultados deste ano serão melhores que o da edição passada. "A avaliação é uma oportunidade de ver os resultados de seu trabalho e compará-los com os dos outros. Isso causa um incômodo e desconforto com a situação presente, gerando movimento", diz.
DEPOIMENTOS
Depois da divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), O POVO conversou com alguns especialistas da área. Os educadores citaram os fatores que provocaram a melhoria nos números do Ceará, mas lembraram que ainda existem deficiências a serem corrigidas. "Esse resultado se deve ao esforço de uma parcela significativa de municípios que, já há algum tempo, estão investindo com maior intensidade nas primeiras séries do ensino fundamental e, sobretudo, na alfabetização, que é o ponto de partida. Quando a alfabetização não funciona, o resto não funciona nunca mais. É bom lembrar que a educação básica compreende três segmentos - educação infantil e os ensinos fundamental e médio. E o infantil condiciona seriamente o segundo. Estamos investindo seriamente na educação infantil e esse passo atual já está atrasado. Enquanto não fizermos isso, não chegaremos aos padrões atuais de qualidade.
As nossas médias não são tão baixas. Os estados de classe média maior, automaticamente, têm notas melhores." Professor Edgar Linhares, presidente do Conselho de Educação do Ceará "É um resultado bom, positivo para a educação pública de uma forma geral. Não temos o resultado por cidades, mas acho que, como Fortaleza tem uma rede pública municipal extraordinariamente grande, deve estar na média.
A rede de Fortaleza é muito poderosa, mesmo diante de sua complexidade. É a terceira rede municipal em número de alunos e a quinta Capital em população. A qualidade é resultado das condições sistêmicas da educação, com equipamentos de qualidade, criança com acesso à escola, melhoria da merenda escolar e, claro, de uma maneira muito forte, com a valorização do profissional do magistério." Ana Maria Fontenele, secretária municipal da Educação "No caso do Ceará, essa melhoria já vem acontecendo.
De 2003 para cá, temos uma curva com tendência de crescimento. As políticas aplicadas têm repercutido e gerado um impacto de melhoria. Isso é resultado de um conjunto. Houve a formação de professores, embora ainda deixe muito a desejar em quantidade e qualidade, mas tivemos avanços nessa área. Há os aspectos relativos à gestão da escola, com a formação do diretor em nível superior, a universalização do livro didático e o fato de não termos mais crescimento de matrícula. Quando sair o resultado por cidades, vamos mapear quem são os municípios que estão fazendo o dever de casa direito e que têm os resultados melhores. A região Nordeste é quem puxa os indicadores do Brasil para baixo.
Os números do sul do Brasil são bem melhores do que o Nordeste, que tem cerca de 33% da população escolar do País. Mas ainda tem muito a ser feito. Há muitas deficiências que provocam o comprometimento da aprendizagem. É um desafio para ser superado." Eloisa Vidal, professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) ex-secretária-adjunta da Educação do Estado.
(O Povo, 12/06/2008)

Oficina de Cordel e Xilogravura
















E Assim...A Educação Acontece no Ceará